Lavras registrou seu 5º caso de leishmaniose visceral

Foi confirmado o 5º caso de leishmaniose visceral humana em Lavras, desta vez o paciente é uma criança de três anos, que contraiu a doença no bairro Tipuana. Assim que foi realizado o diagnóstico, a Vigilância em Saúde foi imediatamente notificada e reforçou as atividades no bairro.

A Vigilância em Saúde realizou mutirão, com a retirada de materiais que podem ajudar na reprodução do mosquito palha, que é o vetor da doença. Também foi realizada a borrifação do domicílio e seu entorno. A próxima etapa será o inquérito canino, que são testes rápidos para constatação de leishmaniose em todos os cães do bairro.

Saiba mais sobre a Leishmaniose Viceral (LV)

A Leishmaniose Visceral (LV) é transmitida pela fêmea do inseto do gênero Lutzomya, também conhecido como mosquito palha. O inseto pica cães infectados e, posteriormente, pica humanos, transmitindo a doença.

Os principais sintomas e sinais clínicos da doença em humanos são:

– Febre irregular de longa duração (mais de 7 dias);

– Falta de apetite, emagrecimento e fraqueza;

– Barriga inchada (pelo aumento do fígado e do baço, com o passar do tempo).

Com relação aos cães, os principais sinais clínicos são:

– Apatia; (desânimo)

– Lesões de pele;

– Queda de pelos, inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas;

– Emagrecimento;

– Lacrimejamento (conjuntivite);

– Crescimento anormal das unhas.

Vale ressaltar que os cães podem ficar infectados por vários anos sem apresentarem sinais clínicos, constituindo-se fontes de infecção para o inseto transmissor, e, portanto, um risco à saúde de todos. Os cães, assim como os humanos, não são transmissores da doença, eles são vítimas do mosquito que faz a transmissão. A única forma de detectar a infecção nestes animais é através dos exames de laboratório específicos.

Quando diagnosticada em tempo, a LV em humanos tem tratamento gratuito e disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Prevenção

Como medida de prevenção a população deve evitar a criação e proliferação do inseto vetor da doença, que se reproduz no meio de matéria orgânica e em criadouros de animais. Para isso deve-se:

– Evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana;

– Manter a casa e o quintal livres de matéria orgânica, recolhendo folhas de árvores, fezes de animais, restos de madeira e frutas;

– Todo lixo deve ser embalado e fechado em sacos plásticos;

– Os proprietários de terrenos desocupados devem adotar as mesmas medidas descritas acima.

Recomenda-se ainda, aos proprietários: manter o animal em ambientes telados com malha fina durante o período de maior atividade do inseto transmissor (do entardecer ao amanhecer); o uso de coleiras repelentes de insetos; adotar a posse responsável do animal, não permitindo que o mesmo fique solto nas ruas; além da vacinação dos animais que apresentarem resultado negativo em teste rápido para LV canina.

 

Fonte: Ascom Prefeitura de Lavras

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